Se você já entendeu o problema da comissão do assessor, a consultoria paga parece a solução óbvia: alguém que cobra de você, e não dos produtos. E, em parte, é mesmo um avanço. Mas tem uma conta nova pra fazer.

Consultor é diferente de assessor

O consultor de investimentos é registrado na CVM e remunerado por um honorário (fee) que você paga diretamente. Ele não distribui produtos nem recebe comissão, então o conflito de interesse cai bastante: o incentivo dele não é te vender o produto que paga mais. Esse é o ponto forte do modelo, e é real.

Quanto é 1% ao ano, na real

O fee costuma ser um percentual do patrimônio acompanhado, cobrado todo ano, suba ou desça o mercado. A título ilustrativo, 1% ao ano sobre R$300 mil são cerca de R$3 mil por ano. Parece pouco perto do total, mas é um custo recorrente que incide sobre um patrimônio que deveria estar crescendo. No juro composto, ao longo de muitos anos, esse percentual anual abocanha uma fatia importante do seu retorno.

O paradoxo do bom conselho

Aqui está o detalhe que quase ninguém comenta: boa parte do que um bom consultor entrega é aprendível uma vez só. Diversificar, manter o custo baixo, não girar a carteira à toa, respeitar o seu horizonte de tempo e não se desesperar na queda. São princípios que, uma vez compreendidos, duram a vida inteira. Pagar um fee recorrente por algo que você poderia internalizar é uma escolha legítima, mas precisa ser consciente.

Quando o fee se justifica

Sendo honesto: a consultoria paga faz sentido pra patrimônios maiores, pra situações realmente complexas (sucessão, estruturas no exterior, pessoa jurídica) ou pra quem tem certeza de que não vai querer aprender. Nesses casos, o custo do fee pode se pagar em economia de erro e de imposto. Não é uma vilania, é uma ferramenta cara que serve pra um perfil específico.

A alternativa pra quem tem até R$300 mil

Se o seu caso é mais simples, existe um caminho de custo muito menor: aprender e se equipar. O Invista Bem é uma plataforma independente de educação e planejamento financeiro com IA. Você aprende no seu ritmo, simula decisões e tem o Bento lendo o mercado com você, por um custo fixo e de graça pra começar, sem cartão. Não somos consultoria nem assessoria: ninguém aqui te diz qual ativo comprar. A gente te dá o mapa pra você navegar sozinho.

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Perguntas frequentes

Qual a diferença entre consultor e assessor de investimentos?

O assessor é vinculado a uma corretora e ganha por comissão sobre os produtos que distribui. O consultor é registrado na CVM, é remunerado por um honorário (fee) pago por você e não recebe comissão dos produtos. Por isso a consultoria tem menos conflito de interesse, mas custa de forma explícita.

Quanto custa uma consultoria de investimentos?

O modelo mais comum é um fee anual, em geral um percentual do patrimônio sob acompanhamento, cobrado todo ano, independentemente de o mercado subir ou cair. Alguns cobram valor fixo ou por projeto. A título ilustrativo, 1% ao ano sobre R$300 mil são cerca de R$3 mil por ano.

Vale a pena pagar 1% ao ano por um consultor?

Depende do tamanho e da complexidade do seu patrimônio. Para valores maiores ou situações complexas, o fee pode se pagar. Para quem tem até R$300 mil e um cenário simples, esse percentual recorrente pesa bastante no resultado de longo prazo, e boa parte do valor é aprendível uma vez só.

A consultoria pode indicar produtos?

O consultor pode recomendar classes e estratégias dentro das regras da CVM, mas não distribui produtos nem recebe comissão por eles. Isso reduz o conflito em relação à assessoria, embora o custo do fee continue existindo.

Dá pra substituir o consultor por educação financeira?

Para muita gente, sim. Os princípios que sustentam um bom plano (diversificar, manter custo baixo, não girar a carteira à toa, respeitar o seu horizonte) se aprendem uma vez e duram a vida toda. Com educação e boas ferramentas, dá pra manter o plano sem pagar fee recorrente.

Comparamos modelos de custo, não de serviço. O Invista Bem é educação e planejamento financeiro, não assessoria, consultoria nem gestão de carteira, e nada aqui é recomendação ou oferta de investimento. Percentuais e modelos de remuneração descritos a título informativo; o que você paga ao seu assessor ou consultor pode variar. A decisão de investir é, sempre, sua.