Invista Bem · Mercado
Rebaixamento do Nubank por analistas03 de junho de 2026

Analista de Wall Street perde a paciência com o Nubank, mas a real é mais nuançada

BofA e Santander rebaixam o banco digital, mas o movimento reflete pressão geral na indústria, não uma bomba-relógio específica.

Narrado pelo BentoAçõesTodo investidor

O Nubank levou um susto de bancos americanos esta semana. O Bank of America rebaixou o papel para venda, e o Santander tirou ele de sua lista de destaques. A porta de saída? A demissão do CFO Guilherme Lago.

Mas calma. Antes de achar que o banco virou fumaça, vale entender o que realmente está acontecendo. A saída de um executivo-chave é sempre ruído no mercado — analistas precisam fazer perguntas, gestoras de fundos revisam posições. É protocolo.

A raiz do incômodo, porém, é mais larga. O Nubank enfrenta o mesmo que qualquer banco em ambiente de juros altos: margem apertada, risco de crédito maior, pressão para comprovar rentabilidade. O mercado cobrou qualidade dos ativos por meses. Num cenário assim, até um banco forte fica sob lupa.

O detalhe que os analistas não podem ignorar é que o Nubank já superou projeções em trimestres recentes. Não é o único com dificuldades — a indústria financeira inteira respira mais pesado com a Selic em 14,5%. Um rebaixamento ou uma mudança na cúpula não muda o fato de que cada instituição financeira está recalibrando expectativas.

Traduzindo: não é pessoal com o Nubank. É mercado reagindo a tempestade que afeta o setor todo.

NubankBancos DigitaisBolsa

Leia também

Trump afrouxar tarifas de aço

Siderúrgicas voam 9% após Trump afrouxar tarifas de aço nos EUA, mas não celebre rápido

Pressão tarifária menor abre respiro, mas o setor continua sensível a ciclos globais. O que isso muda na sua carteira.

Ler
Recorde de produção de petróleo

Petróleo brasileiro bate recorde: produção sobe 19,5% e musculatura do país fica visível

Brasil produz mais de 4,3 milhões de barris por dia, a maior marca da história. Saiba o que isso muda para quem investe.

Ler
Expansão de ETFs ativos no Brasil

ETFs ativos ganham tração no Brasil, J.P. Morgan aposta em um mercado ainda no berço

ETFs ativos representam apenas 1% do mercado de fundos brasileiro. J.P. Morgan vê ouro nesse potencial de crescimento.

Ler

E na SUA carteira?

O Bento cruza esse cenário com os seus investimentos de verdade e te diz, com os seus números, o que isso significa pra você.

Ver na minha carteira
← Todas as matérias

O mercado, sem juridiquês, no seu e-mail

O Bento te manda o que importou na semana, explicado de um jeito que dá pra entender. Sem spam, sem recomendação de compra.