O Bank of America tem uma notícia boa para a Argentina: os dois maiores vilões do país nos últimos anos — inflação galopante e rombo no caixa com o exterior — enfim estão cedendo espaço. O aperto fiscal de Javier Milei, junto com uma melhora estrutural nas contas, está criando o que analistas chamam de um ciclo virtuoso.
Inflação sob controle significa que a moeda local fica menos atraída para a fuga. Contas externas equilibradas (quando o país não gasta mais dólares do que ganha) significam menos pânico de desabastecimento. Junto, essas duas coisas reduzem a pressão sobre o câmbio e criam um colchão de confiança — exatamente o que a Argentina precisava para sair da espiral de desvalorização acelerada.
Tudo isso não quer dizer que está tudo resolvido de repente. Mas sinaliza que o país pode estar entrando numa fase diferente: a da estabilidade relativa. Pra quem investe em ativos internacionais, a Argentina vira uma conversa mais séria — menos "foge de lá" e mais "presta atenção nesse movimento".
O ponto central: quando um país consegue controlar inflação E equilibra suas contas com o exterior, cria-se espaço para juros caírem e ativos locais aproveitarem. É um processo longo, mas é assim que mercados emergentes se reestruturam.