Enquanto bancos suam a camisa num cenário macroeconômico apertado, o Bradesco entregou mais um trimestre de crescimento. Lucro subiu para R$ 7,1 bilhões (alta de 16,2% na comparação anual) e a rentabilidade do patrimônio (ROE) chegou a 16,2% — número que qualquer investidor em renda variável presta atenção.
O destaque não é só o tamanho do resultado. É o fato de manter o crescimento pelo décimo trimestre seguido, mesmo com juros altos por lá afora pressionando a economia brasileira. Isso inclui manter a inadimplência sob controle, algo nada trivial quando a renda das pessoas fica apertada.
A mensagem do mercado é simples: nem tudo está quebrado. Um dos maiores bancos do país segue rentável, conseguindo crescer mesmo quando a macroeconomia pede cautela. Para o investidor em ações e fundos multimercado, é um refresco — sinaliza que há empresas com gestão forte o suficiente para navegar em água turbulenta. O setor financeiro, que puxa bastante o índice de mercado, respira um pouco melhor.