Na Barra da Tijuca, a Iguá (que administra os ativos que comprou da Cedae, a estatal de saneamento do Rio) depositou R$ 1 bilhão em reformas e já vê resultado: plantas de tratamento saem do descalabro. As fotos do antes e depois estão ali: infraestrutura deteriorada virando operação que não causa nojo à população.
O que essa história diz? Que privatização de utilidade pública não é mágica instantânea. Demora, custa caro e exige capital paciente — justamente o que fundos de infraestrutura e saneamento tentam oferecer.
O pano de fundo é real: o Brasil tem um rombo gigantesco em saneamento. Governos não conseguem fazer investimento de longo prazo (é contra a natureza eleitoral). Aí entram gestoras de infraestrutura com dinheiro de investidores (PF e institucionais) dispostos a carregar esse ativo por 15, 20 anos, recebendo dividendos no caminho.
Isso não é investimento romântico: saneamento básico melhora ou piora a renda de uma região, atrai outras empresas, reduz custo de saúde pública. Quem coloca dinheiro em fundos e ETFs de infraestrutura está apostando, em parte, nesse tipo de projeto — que rende, mas no ritmo de uma reforma de prédio antigo, não de startup.
O recado? Observar como gestores grandes estão se posicionando em saneamento ajuda a entender tendências reais desse setor para o portfólio.