A computação quântica não é ficção científica. É um problema que os bancos e fintechs estão começando a levar a sério agora, porque a tecnologia está acelerando. Senhas, transações bancárias, mensagens e até ativos digitais são protegidos por sistemas de criptografia que funcionam há décadas — mas foram desenhados com uma suposição: que quebrar o código levaria milhões de anos de processamento.
Um qubit (bit quântico) muda essa conta de forma radical. Um computador quântico processa informações de um jeito completamente diferente do tradicional, e consegue resolver certos problemas exponencialmente mais rápido. Traduzindo: códigos que hoje levariam séculos para quebrar podem virar minutos quando essa tecnologia amadurecer.
Alberto Leite, do Grupo FS, alertou que o setor financeiro está no alvo. Não é pânico: as instituições sérias já começam a migrar para padrões de criptografia à prova de quântica (os cientistas chamam de "criptografia pós-quântica"). O NIST, agência americana de padrões, já publicou as especificações em 2022. Mas o ritmo dessa transição — em bancos, plataformas e sistemas de pagamento — é crucial.
O mercado de ativos digitais está particularmente exposto, porque carteiras e endereços cripto dependem de criptografia clássica. Não é questão de "se", mas de "quando" essa vulnerabilidade vai virar realidade. Quem trabalha com fintech, segurança de dados ou ativos digitais está de olho nisso.