O ciclo de leilões de concessões rodoviárias no Brasil teve seus momentos quentes, mas os principais ativos já passaram por essa fase. Agora o mercado descobre uma segunda vida: o mercado secundário.
Investidores como Kinea, JiveMauá e YvY Capital estão observando — e negociando — concessões que já foram leiloadas há alguns anos. Essas operações são interessantes porque oferecem algo diferente dos ativos em construção: fluxos de caixa mais previsíveis (a rodovia já está operando) e histórico de receitas real.
Por que agora? Porque, historicamente, concessões geram receita estável e previsível: pedágio é receita recorrente. Para fundos de infraestrutura e patrimônio, isso é ouro. E quando um concessionário original quer sair ou rebalancear a carteira, vende a concessão no secundário — abrindo espaço para quem quer exposição a infraestrutura sem esperar anos por uma licitação nova.
A dinâmica muda quem pode investir. Antes, só quem ganhava leilão tinha o ativo. Agora, com negociações no secundário, há espaço pra fundos menores, gestoras independentes e até investidores que não participaram do leilão original. É um mercado que estava dormindo e está acordando.