A geração Z já está redesenhando o mapa dos investimentos no Brasil. Diferente dos pais, ela abandona a poupança como porto seguro, abraça criptomoedas, fundos de apostas esportivas e ativos de alto risco com uma naturalidade que assusta e fascina os analistas.
O Bank of America aponta essa turma como a mais rica do mundo até 2035, e o comportamento deles já reflete isso: mais digital, menos avesso ao risco, mais propenso a especular. Enquanto a geração anterior guardava no CDI e rezava, a Z abre conta em exchange, estuda gráficos de moedas virtuais e coloca dinheiro em mercados de odds desportivas como quem escolhe um lanche.
Mas aqui entra a pergunta incômoda: é coragem ou ilusão? Cripto sobe e desce de forma selvagem. As bets podem virar vício rápido. A falta de experiência em mercado de verdade (aquele onde você perde dinheiro de verdade) aumenta o risco de combustão financeira quando a realidade bate na porta.
O lado positivo: essa geração entende tecnologia, questiona mais, não engole conversa mole de produto financeiro. O lado preocupante: ainda está aprendendo a diferença entre especulação e investimento — e essa lição costuma ser cara.