Um dos grandes dilemas do Brasil financeiro de hoje: tem cada vez mais gente aprendendo sobre investimento por vídeo curto do influenciador X ou finfluencer Y — e pouca clareza sobre quem pode e quem não pode estar ali dando conselho.
Historicamente, orientação de investimento vinha de fontes bem definidas: gerente de banco, assessor registrado, especialista credenciado. Hoje, qualquer um com audiência no TikTok ou YouTube pode postar "guia para ficar rico" sem registrar nem passar por auditorias. O risco é óbvio: informação errada, viés comercial escondido, conflito de interesse (o influenciador ganha comissão de brokers, por exemplo) — tudo sem transparência.
A indústria financeira e órgãos como CVM (que regula mercado de valores) estão pisando fundo no tema porque afeta literalmente a decisão do investidor. Falta regulação específica pra internet, falta clareza sobre o que é educação (ok, pode fazer qualquer um) e o que é recomendação (aí só profissional registrado).