O iFood fechou seu ano fiscal em março com EBITDA (essencialmente, lucro operacional antes de juros, impostos e despesas não-caixa) de R$ 2,2 bilhões, um crescimento de 40% em relação ao período anterior. O número importa porque sinaliza que a empresa conseguiu crescer de verdade, não só em receita, mas em lucro operacional.
O segredo está na diversificação. Quando o mercado de delivery de comida ficou muito competitivo (Uber Eats, 99Food e companhia batendo na porta), o iFood não colocou todos os ovos na mesma cesta. A empresa passou a oferecer outras categorias: compras no supermercado, viagens, compras em farmácia e varejo. Cada uma dessas categorias traz receita adicional sem precisar duplicar a infraestrutura de entrega que já existe.
Isso é lição de estratégia empresarial, não conselho de investimento. Mas vale observar: empresas que conseguem diversificar em vez de só apertar o acelerador num único negócio tendem a ser mais resilientes. O iFood enfrentou concorrência feroz (diminui preços, aumenta volume) e mesmo assim lucrou mais — porque usou o tráfego e a logística que já tinha pra diversificar receita.
Para o mercado de ações, é um sinal positivo de que a companhia tem fôlego pra crescer além do óbvio.