A Anvisa revogou hoje todas as resoluções que barravam venda de medicamentos em marketplaces. Traduzindo: plataformas como Shopee, Rappi, iFood, Mercado Livre e Americanas agora estão autorizadas a vender remédios. É uma mudança grande no varejo farmacêutico do Brasil.
Por anos, a legislação era protetiva: só farmácia física podia vender medicamento (fora alguns casos específicos). A justificativa era regulatória (melhor controle, menos risco de falsificação). Mas o mundo mudou: e-commerce cresceu, as pessoas compraram mais online, e deixar fora medicamentos é ficar para trás.
Agora vem a parte interessante (e complicada). Marketplaces têm poder de escala, preço menor, conveniência. Para o consumidor, é bom: mais opção, talvez preço mais justo. Para farmácias pequenas e médias, é uma ameaça: como competir com gigante que vende de tudo por um clique? Algumas podem ganhar (as que estão dentro dessas plataformas como lojistas). Outras podem perder fôlego.
De um ponto de vista econômico, é concorrência. De um ponto de vista de varejo, é disrupção. A Anvisa abriu a porta, mas agora o mercado inteiro precisa se reorganizar. E isso afeta desde as pequenas farmácias até as grandes redes (umas surfam a onda, outras viram onda).