O Nubank bateu um recorde que poucos esperavam tão cedo: lucrou mais de US$ 1 bilhão em um único trimestre, fechando o segundo trimestre de 2026 com números que mostram uma fintech que deixou de ser promissora e virou de fato lucrativa.
O destaque fica no retorno sobre o patrimônio (ROE) de 33%, uma métrica que mede o quanto a empresa ganha para cada real de capital que os acionistas colocaram. Para contexto, bancos tradicionais costumam ostentar ROE entre 15% e 20%. Isso significa que o Nubank está transformando dinheiro dos seus donos em lucro de forma muito eficiente.
O resultado é ainda mais impressionante porque veio num cenário onde a Selic está em 14% ao ano e o crédito fica mais caro, o que historicamente machuca os resultados bancários. Havia receio legítimo de que a qualidade dos empréstimos piorasse (mais clientes com dificuldade de pagar), mas o Nubank conseguiu navegar isso sem desastre nos números.
O que permitiu essa performance? A combinação de escala (mais clientes usando o app) com disciplina creditícia (selecionando melhor quem recebe empréstimo) e múltiplos serviços além de conta corrente (cartão de crédito, investimentos, seguros). É tipo um restaurante que começou com marmita e agora vende refrigerante, sobremesa e café.