A SpaceX disparou o que promete ser um período farto de IPOs nos EUA, com startups de ponta em inteligência artificial, espaço e tech se movimentando para a bolsa. Enquanto isso, o Brasil assiste do sofá.
A consultoria que faz esse levantamento aponta números impressionantes: 20 novos bilionários e 16 mil milionários criados por essas empresas. É o reflexo de capital de risco altamente concentrado em inovação americana — especialmente em IA, que virou ouro líquido no radar de investidores. A SpaceX, dona de tecnologia aeroespacial de ponta, é o case da vez, com endowments de universidades americanas esperando ansiosamente pelo IPO para realizar ganhos de anos acumulados.
Para o investidor brasileiro, isso traz uma reflexão maior: a riqueza em ativos inovadores se concentra fora, em jurisdições com mercado de capital robusto e acesso massivo de capital de risco. Quem quer exposição a esse movimento precisa pensar em alocação internacional — seja via ETFs de renda variável global, fundos multimercado com exposição no exterior ou até mesmo estratégias que rastreiem índices de tech americano. Ficar só em ativos domésticos significa correr o risco de perder esse ciclo de valorização.