A Trace Finance, uma fintech que trabalha nos bastidores do sistema financeiro brasileiro fazendo operações de câmbio e infraestrutura bancária, acabou de levantar US$ 32 milhões (R$ 162,5 milhões) em uma rodada Série A. É a maior rodada dessa fase do Brasil inteiro — um sinal bem claro de que o mercado acredita nela.
O que a Trace faz é bem específico: ela é o câmbio por trás de nomes como DLocal, ARQ e Nuvei — empresas que precisam converter moedas para operar globalmente. Agora a avaliação da empresa ultrapassou R$ 1 bilhão. Crescimento assim, num mercado que costuma ser dominado por velhas estruturas bancárias, chama atenção.
Com o caixa reforçado, a Trace planeja expandir para novos mercados e consolidar sua infraestrutura. A aposta dos investidores é clara: conforme mais empresas brasileiras vendem para o mundo, a demanda por câmbio e operações de pagamento internacional cresce — e quem oferece tecnologia para isso sai na frente.
Para o investidor PF, o movimento é mais um sinal de que fintechs de infraestrutura (não o banco do varejo, mas quem viabiliza bancos) são um campo fértil. O Brasil ainda tem muita modernização a fazer nessa área.