Executivos de grandes empresas estão descobrindo uma realidade desconfortável: embora o custo por token (a unidade de texto processado por modelos de IA) tenha caído nos últimos meses, o volume de uso explodiu. Resultado? A conta total subiu.
Você contrata um modelo de IA para automatizar atendimento ao cliente. Inicialmente, pensa: "Vou processar 100 mil requisições por mês". Tudo bem. Mas aí os agentes (robôs que operam sozinhos dentro de um sistema) começam a multiplicar, o número de prompts aumenta, e de repente aquele cálculo inicial não vale mais. É tipo trocar de plano no celular: quando você achava que usava 10 GB por mês, a verdade era 50 GB.
O fenômeno é tão real que gigantes como Microsoft já levantam a questão internamente. A preocupação deixou de ser "qual modelo escolher" e virou "como controlar essa conta exponencial?". Algumas empresas estão até criando times dedicados só a otimizar consumo de tokens, igual às equipes que cuidam de consumo de energia.
Para o investidor que segue empresas de computação em nuvem e software, é um sinal importante: a IA está gerando receita, sim, mas está gerando custo também. Quando você vê estimativas de lucro de uma big tech que oferece serviço de IA, vale questionar: já deduziram o custo real de rodar essas máquinas em escala? O boom de IA e o boom de despesa estão andando juntos.