O Patria, um dos maiores players de venture capital e private equity no Brasil, fechou captação de seu quarto fundo focado em crescimento de startups — levantou R$ 550 milhões. Isso acontece num momento em que o mercado de investimentos alternativos ainda está em recuperação.
O que a manchete não grita, mas é importante entender: captação de venture segue porque investidor institucional (fundos de pensão, asset managers, família office) continua vendo valor em tomar risco em inovação. Quer dizer que acredita que o Brasil vai crescer daqui a 5, 10 anos, apesar dos juros altos de hoje.
É um contraste interessante. Enquanto a renda fixa tradicional oferece retorno seguro (Selic a 14%), venture está dizendo: "Vamos procurar por startups que virem a próxima unicórnio". Um aposta em crescimento, outra em rendimento certo. Ambas coexistem.
Para investidor pessoa física, isso é sinal que o mercado de inovação não está morto — está dormindo. Quando acordar (e acordará, cedo ou tarde), quem tiver pegona carona em fundos estruturados ou até em ações de empresas de tech menos volatilizadas pode ganhar. Enquanto isso, o fluxo de capital pro venture mostra que não é só pessimismo no horizonte.