Data centers viraram o novo ouro do mercado imobiliário brasileiro. A AZ Quest, gestora especializada em fundos imobiliários, lançou uma oferta de R$ 482 milhões para capturar justamente esse movimento.
O motivo é simples: IA consome infraestrutura. Empresas que rodam modelos de inteligência artificial precisam de prédios com servidores poderosos, refrigeração de ponta e segurança de classe mundial. A demanda por esses espaços dispara globalmente, e o Brasil não fica de fora. Enquanto isso, nos EUA, até a Goldman Sachs aponta IA como motor do crescimento de lucros para 2026.
O mercado brasileiro de data centers ainda é pequeno perto dos EUA, mas cresce acelerado. Para o investidor imobiliário, isso traduz em receitas previsíveis (contratos de longo prazo com grandes players de tech) e pouca volatilidade. É diferente de um shopping center, que perde inquilino se a economia freio. Servidor que roda IA? Demanda é estrutural.
O lance da AZ Quest sinaliza que os gestores veem essa onda como de verdade — não é moda de curto prazo. A pergunta que fica é se o preço já embutiu parte desse otimismo.