A Berkshire Hathaway fez um movimento que poucos esperavam: depois de vender ações por mais de três anos seguidos, ela disparou as compras em 2026. Nos primeiros seis meses, adquiriu US$ 39,4 bilhões em papéis e vendeu US$ 27,8 bilhões, marcando a volta ao lado comprador da balança.
O mais interessante, porém, não é só o volume: é o TIPO de ativo que entrou na carteira. Sob o comando de Greg Abel (quem toma as rédeas agora que Buffett não está mais lá), a companhia sinalizou uma aposta diferente de antes: menos diversificação clássica, mais foco em tecnologia, energia e setores de crescimento.
Essa guinada diz muito sobre como o mercado global mudou. A inteligência artificial, a transição energética e a consolidação de ativos de infraestrutura são o novo hype — e até a Berkshire, que ficou conhecida por comprar ações "chatas" (utilities, seguradoras), resolveu entrar nessa onda.
Para o investidor brasileiro que acompanha ações e ETFs internacionais, isso reforça um ponto: os mega-gestores do exterior estão canalizando dinheiro em setores específicos. Aqueles que entendem as tendências reais (não só o buzz) e conseguem se posicionar com paciência tendem a ganhar mais no longo prazo — exatamente como Buffett fez por décadas, só que agora a receita é tech + energia, e não mais "compre e segure qualquer coisa sólida".