Invista Bem
Volta de compras da Berkshire Hathaway03 de setembro de 2026

Berkshire muda de pista: après-Buffett é menos ações, mais tech e energia

Após 14 trimestres vendendo, o gigante de Warren voltou a comprar em 2026. Mas o cardápio mudou de figura.

Narrado pelo BentoInternacionalAções

A Berkshire Hathaway fez um movimento que poucos esperavam: depois de vender ações por mais de três anos seguidos, ela disparou as compras em 2026. Nos primeiros seis meses, adquiriu US$ 39,4 bilhões em papéis e vendeu US$ 27,8 bilhões, marcando a volta ao lado comprador da balança.

O mais interessante, porém, não é só o volume: é o TIPO de ativo que entrou na carteira. Sob o comando de Greg Abel (quem toma as rédeas agora que Buffett não está mais lá), a companhia sinalizou uma aposta diferente de antes: menos diversificação clássica, mais foco em tecnologia, energia e setores de crescimento.

Essa guinada diz muito sobre como o mercado global mudou. A inteligência artificial, a transição energética e a consolidação de ativos de infraestrutura são o novo hype — e até a Berkshire, que ficou conhecida por comprar ações "chatas" (utilities, seguradoras), resolveu entrar nessa onda.

Para o investidor brasileiro que acompanha ações e ETFs internacionais, isso reforça um ponto: os mega-gestores do exterior estão canalizando dinheiro em setores específicos. Aqueles que entendem as tendências reais (não só o buzz) e conseguem se posicionar com paciência tendem a ganhar mais no longo prazo — exatamente como Buffett fez por décadas, só que agora a receita é tech + energia, e não mais "compre e segure qualquer coisa sólida".

Gostou? Compartilhe
BerkshireAções InternacionaisTech

Aprofunde no tema

Lição da trilha
Diversificação: não pôr tudo num lugar só
Calculadora
Quanto custa ter um assessor
Lição da trilha
O que é uma ação, afinal

Leia também

Alta de juros longos globais

Juros longos em alta: o que está mudando no radar global

Treasuries de 30 anos voltam a patamares antigos, sinalizando algo estrutural diferente no mundo.

Ler
Transição estrutural da economia chinesa

China em transição: por que o Brasil sente o baque

A economia chinesa muda de jogo, e quem exporta commodity para lá precisa pensar diferente.

Ler
Troca de CEO na CSN

Na CSN, uma era termina: Schvartsman chega e leva a fábrica para outro endereço

Benjamin Steinbruch sai após 20 anos no comando. Quem entra é o turnaround master que já rodou Vale e Klabin.

Ler

E na SUA carteira?

O Bento cruza esse cenário com os seus investimentos de verdade e te diz, com os seus números, o que isso significa pra você.

Conhecer a plataforma
← Todas as matérias

O mercado, sem juridiquês, no seu e-mail

O Bento te manda o que importou na semana, explicado de um jeito que dá pra entender. Sem spam, sem recomendação de compra.