Os analistas do banco TD Cowen colocaram fichas na valorização do Bitcoin. A projeção? US$ 280 mil em 2029 e US$ 109 mil ainda este ano. Números que fariam qualquer um salivar — se não fosse um porém bem incômodo.
O problema mora na fonte: enquanto Wall Street acelera planos de tokenização e adoção de criptoativos, o cenário regulatório nos EUA segue nebuloso. O Clarity Act, a lei que deveria blindar legalmente quem compra e segura cripto, continua emperrado no Senado americano. Sem ela, há sempre a dúvida se as regras vão mudar da noite pro dia.
É um daqueles momentos onde a matemática (potencial de valorização) bate de frente com a política (incerteza legal). Os fundos e bancos que têm pressão para entregar retorno sabem isso — daí que nem todos estão igualmente empolgados com as metas de preço, mesmo que pareçam atraentes no papel.
O ponto: em cripto, prognósticos e números são parte do jogo, mas o risco regulatório segue sendo o X da questão. Quem já está dentro tem que dormir sabendo disso. Quem está de fora e pensa em entrar deveria mapear quanto de volatilidade política aguenta suportar.