Os números traziam uma mensagem desconfortável: investidores estrangeiros vinham sacando dinheiro da bolsa brasileira nos últimos meses, em busca de mercados que prometiam retorno melhor. Mas nem todos tocaram em retirada.
A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, está dizendo que Brasil e América Latina seguem no mapa como destinos prioritários para capital internacional. É o tipo de aposta que chama atenção justamente quando soa contrária ao que estava acontecendo.
O movimento faz sentido quando você observa a lógica por trás. Mercados emergentes que sofrem saídas de curto prazo costumam oferecer preços mais atraentes para quem pensa em horizonte longo. Além disso, fundamentos de renda fixa brasileira (com Selic em 14,25% ao ano) ainda desenham para capital externo buscando rendimento. A questão é timing: se a BlackRock está reposicionando agora, é porque vê janelas se abrindo.
Isso não significa que a bolsa explodirá amanhã. Mas sugere que grandes players globais não descartaram o Brasil quando o sentimento local estava mais pessimista, o oposto do que faz a maioria dos investidores varejo.