A Blue3, uma assessoria de investimentos independente ligada ao ecossistema da XP, chegou a R$ 52 bilhões sob custódia, um crescimento de R$ 22 bilhões em cerca de 18 meses. Para colocar em perspectiva: esse montante sai de zero a uma das maiores operações independentes do Brasil em tempo recorde.
O que essa notícia sinaliza é uma tendência que vem ganhando força há anos: afluentes e pessoas com patrimônio maior estão migrando de forma acelerada para assessorias independentes em vez de ficarem presos aos serviços de private banking dos bancos tradicionais. As razões variam — desde taxas menores até mais liberdade na escolha de ativos e melhor atendimento personalizado.
Esse movimento não é Brasil de 2026. Vem de lá de trás, alimentado pela entrada de fintechs, plataformas de gestão e consultores autônomos de alto nível que conseguem oferecer o mesmo tipo de serviço que bancos grandes ofereciam, mas com custos mais enxutos e, muitas vezes, estruturas ágeis demais para grandes instituições comporem.
A Blue3 é só um exemplo visível. Mas o salto de R$ 22 bilhões em ano e meio fala por si: há muita gente decidindo que quer separar a gestão de investimentos dos produtos genéricos que um banco oferece. A competição crescente ajuda investidores, porque força todo mundo — grandes e pequenos — a justificar melhor a taxa que cobra.