A Braskem, uma das maiores petroquímicas do Brasil, deve protocolar um pedido de recuperação extrajudicial nos próximos dias. O movimento dá à empresa 90 dias para negociar um acordo com bancos, bondholders e acionistas e reestruturar uma dívida de cerca de R$ 10+ bilhões.
O que isso significa: recuperação extrajudicial é diferente de falência. É um aviso ao mercado e aos credores de que a empresa está com dificuldades, mas prefere tentar um acordo negociado a ir direto para a justiça (recuperação judicial). É uma forma menos traumática — em tese — de resolver o problema, porque a empresa não perde o controle operacional e consegue continuar operando enquanto conversa com os credores.
Mas é um sinal de dificuldade séria. A Braskem enfrenta endividamento alto, pressões ambientais (lembram do derramamento de sal em Maceió?) e um setor que não está pagando bem ultimamente. A recuperação extra é um passo antes da recuperação judicial — o último recurso antes de virar notícia de court case nos jornais.
Os próximos 90 dias são críticos. Se conseguir um acordo, sai dessa. Se não conseguir, o caminho para a falência fica bem mais perto — o que impactaria não só acionistas, mas toda a cadeia de fornecedores e credores.