A Copasa, uma das maiores companhias de saneamento do Brasil, finalmente tem um caminho claro pela frente. A Equatorial Energia venceu o processo e se comprometeu a ser a acionista de referência, injetando até R$ 7,9 bilhões nos próximos anos.
O que isso significa na prática? A companhia terá capital para modernizar infraestrutura envelhecida, expandir redes de abastecimento e tratamento de esgoto, e melhorar a eficiência operacional. Tudo isso num setor que é fundamental (água é coisa séria), mas historicamente negligenciado em investimento público. A privatização era aguardada há tempos justamente por isso: o Estado sozinho não conseguia bancar a renovação que Minas precisa.
Para o mercado, o sinal é de continuidade: a Equatorial é um player consolidado no setor de infraestrutura, o que reduz risco de interrupção de projeto. A concretização da privatização também marca o tom do governo em relação a infraestrutura: há espaço privado, há compromisso de longo prazo e há dinheiro sendo alocado.