A Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) foi privatizada há menos de 30 dias e o mercado já está precificando otimismo. O grande barato? Os números prometem aumento de receita a partir do volume de investimento previsto.
Aqui está a lógica: uma estatal de saneamento opera com orçamento restrito, foco em custeio (manter o sistema funcionando) e pouca margem para investir em expansão. Quando vira privada, especialmente se sob gestão experiente, o modelo muda. A empresa passa a buscar lucro — o que significa investir em infraestrutura nova (captação, tratamento, distribuição) para expandir para áreas não atendidas e cobrar por esses serviços. No Brasil, saneamento básico é mercado gigante porque a capilaridade ainda é baixa em regiões periféricas.
O mercado já consegue enxergar o caminho: investimento > cobertura de rede > aumento de receita > lucro. É um efeito multiplicador que empresas privadas conhecem bem.
Mas — e é um