A ANTT (agência que regula transportes terrestres) deu o ok final no edital do Corredor Minas-Rio, abrindo as portas para o primeiro leilão ferroviário federal desde 2019. Estamos falando de um projeto que pode injetar bilhões em concessões, movimentando não só a indústria de infraestrutura como também a bolsa e o setor de juros (já que projetos assim costumam ser financiados via renda fixa corporativa).
O corredor conecta as minas de ferro mineiras aos portos, uma rota clássica de investimento em infraestrutura no Brasil. O mercado bateu palma porque depois de tanta espera burocrática, a aprovação sinaliza que há apetite do governo por colocar projetos em pé — e que há dinheiro privado disposto a entrar.
Especialistas acompanham porque projetos de infraestrutura dessa escala mexem com fundos de pensão, gestoras de renda fixa e ações de construtoras e operadoras logísticas. É o tipo de movimento que aquece expectativa de retorno de longo prazo na bolsa e nos ativos ligados a construção e operação.