A Mombak, uma startup focada em restauração de áreas degradadas na Amazônia e emissão de créditos de carbono, acaba de fazer o primeiro fechamento de seu segundo fundo, buscando US$ 150 milhões no total. Não é brincadeira: há capital global querendo entrar nesse jogo.
A lógica é simples em tese: empresas que emitem carbono precisam compensar suas emissões (por regulação ou pressão de mercado). Uma forma é comprar créditos de carbono gerados por projetos que evitam ou retiram CO₂ da atmosfera. Restaurar floresta amazônica faz exatamente isso.
Mas aqui está a nuance importante: créditos de carbono ainda são um mercado em formação e bastante especulativo. Os preços oscilam bastante conforme demanda regulatória muda, conforme novos projetos surgem, conforme o conceito de 'adicionalidade' (se o projeto só sai do papel porque há crédito de carbono sendo vendido) é questionado.
Para o investidor PF que ouve falar em 'créditos de carbono' como se fosse a próxima bolsa de valores, a realidade é mais matizada. É um ativo que cresce em relevância, sim. Mas ainda com risco alto de volatilidade, dependência de marcos regulatórios e questões técnicas de verificação.
Alguns fundos multimercado e gestoras estão entrando nesse espaço. Quem quer exposição a sustentabilidade tem ali uma porta, mas é portas que exige pesquisa e conforto com incerteza regulatória.