Enquanto as empresas tradicionais contraem seus investimentos (caso da Marcopolo), um lado diferente da economia está acelerador no fundo: a Endeavor Catalyst, braço de venture capital do Brasil, fechou seu quinto fundo levantando US$ 320 milhões — um sinal de que investidores internacionais continuam vendo potencial por aqui.
Venture capital é o oposto de renda fixa: ao invés de pagar uma taxa segura, você coloca dinheiro em startups e empresas em fase inicial, apostando que algumas delas vão crescer muito. É mais risco, mas o potencial de retorno é outro.
O fato de um fundo levantar essa quantia em um momento em que a economia brasileira está desacelerada (juros altos, deflação, crédito caro) mostra algo importante: para quem enxerga longo prazo e consegue lidar com volatilidade, crises são janelas de oportunidade.
Na pauta do fundo está inteligência artificial — tema que promete redefinir diversos setores. Isso não significa que toda startup de IA vai dar certo (a maioria não dá mesmo), mas alguns investidores continuam apostando que o Brasil tem ecossistema, talento e mercado para gerar vencedores globais.
Para o investidor pessoa física, isso é mais um sinal de que mercado é cíclico: quando tudo está ruim para a bolsa tradicional, existe sempre alguém comprando a dip — ou seja, aproveitando preços baixos. Quem consegue manter a calma em volatilidade sabe que essas janelas de medo costumam abrir portas.