Dario Durigan, ministro da Fazenda e queridinho da campanha de reeleição do presidente Lula, abriu o jogo em entrevista: a instabilidade no Supremo Tribunal Federal (STF) prejudica a economia, e o mercado tem "preconceito fiscal" contra o governo.
Traduzindo a briga: Durigan diz que investidores e empresários estão desconfiados demais das contas públicas e das políticas fiscais que Lula tocaria num eventual quarto mandato. Nessa leitura, o mercado penaliza o governo por pura desconfiança, não por fatos. E culpa também a instabilidade política no STF — decisões judiciais imprevisíveis mexem com confiança.
O outro lado (mercado financeiro) argumenta que as contas públicas brasileiras têm motivo real pra preocupação: déficit primário, dívida crescente, e falta de clareza sobre cortes de gastos. Não é preconceito, é matemática.
Por que cai a ficha agora? Porque estamos em ano de eleição (2026), e a incerteza sobre continuidade de políticas fiscais (e se há ou não espaço pra aumentar gastos) mexe com o apetite de investidores — principalmente estrangeiros, que podem puxar grana pra fora se ficarem nervosos.
No fim, é um sinal de que a conversa entre governo e mercado está tensa. Isso historicamente traz volatilidade (ex.: dólar fica mais instável, renda fixa fica mais cara pra compensar risco) e incerteza. Quem investe respira fundo e lembra que ruído político é temporário — carteira focada no longo prazo segue seu plano.