O Brasil virou capital de energia solar — e agora enfrenta um problema de "primeiro mundo": muita energia sendo gerada ao mesmo tempo. Durante o dia, quando o sol bate e todo mundo tem placa solar no telhado ou em propriedade, a rede recebe mais corrente do que consegue absorver em certos horários.
O risco real é um colapso nos momentos de baixo consumo: a rede fica saturada, e quem mexer na chave errada pode desligar tudo. O Operador Nacional do Sistema (ONS) está mapeando soluções — desde limitar novas conexões em áreas específicas até incentivar armazenamento de energia em bateria (para usar depois, quando o sol já se foi).
O contexto é bacana: Brasil conseguiu democratizar energia limpa de forma impressionante. Agora o desafio é gerencial: como conectar mais geração distribuída sem quebrar a infraestrutura que já existe? Não é um problema de falta de energia, mas de excesso num horário concentrado. Engenharia pura.