A ferrovia Ferrogrão, que vai conectar o Mato Grosso ao litoral do Pará para escoar grãos, continua avançando nos trâmites oficiais. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) atualizou os estudos lá para o começo de setembro com o objetivo de remeter tudo ao Tribunal de Contas da União (TCU) — o passo que abre as portas para a licitação e a construção.
Mas tem um detalhe que cheira a problema: os números do orçamento seguem nebulosos. Quando você avalia um projeto dessa envergadura — estamos falando de uma obra que vai custar bilhões e impactar a logística de commodities do Brasil —, o mercado espera números claros. Transparência no custo é essencial para que investidores, auditores e sociedade entendam se a conta fecha e de verdade o projeto é viável.
A falta de clareza não é só um incômodo burocrático. Afeta como o setor de infraestrutura se financia e se expande. Investidor quer saber aonde seu dinheiro vai. E o mercado de ações e renda fixa que toca empresas de logística, construção e commodities fica no escuro.
O TCU deve receber tudo em breve. Aí sim começa a análise de verdade.