O Itaú divulgou seus números do segundo trimestre, e o recado foi claro: enquanto o mercado bate cabeça com juros elevados e conflitos lá fora, um banco bem capitalizado segue a rotina de ganhar dinheiro em ambiente assim. O lucro foi de R$ 12,4 bilhões, alta de 8% ante o mesmo período do ano passado e de 1% na comparação trimestral.
Mas o que mais importa na história não é o tamanho do lucro — é o que está por trás dele. A inadimplência (calote) seguiu controlada, e o banco manteve a qualidade dos seus empréstimos em pé mesmo num contexto em que pessoas e empresas estão apertadas. Isso significa que o Itaú conseguiu cobrar do que emprestou, sem precisar fazer "jogo de mão" nos números.
O ROE de 24,3% (que mede quanto de lucro o banco gera com cada real de capital que coloca no jogo) mostra eficiência. Para comparar: muitas indústrias ficam felizes com metade disso. O banco revisou o guidance (previsão) para o ano, mas o mercado pouco se importou — resultado bem executado fala mais alto que projeções no PowerPoint.
A mensagem subjacente é a de sempre com mega-instituições financeiras: elas ganham com o caos. Juros altos? Ótimo, a margem da renda fixa melhora. Economia apertada? Também, porque aumentam a taxa de crédito. O tamanho e a diversificação blindam quem já está dentro.