A Lojas Renner culpou a Copa do Mundo pelo encolhimento de vendas no segundo trimestre de 2024 — e a empresa não está brincando quando diz que o impacto foi significativo. Para quem acompanha varejo brasileiro, é um termômetro da saúde da renda do consumidor: quando nem um megaevento esportivo consegue puxar a galera para fora de casa, algo está errado no bolso.
A redução de projeção de receita sinaliza que a Renner não está confiante em botar turbina no segundo semestre. Vendas de roupas e acessórios sofrem com inflação (a pessoa pensa duas vezes antes de comprar aquele jeans), desemprego (quanto menos renda, menos guarda-roupa novo) e, agora, com o futebol tirando atenção. Se até Copa não tira as pessoas da crise, a coisa está séria.
Para o mercado acionário, varejistas como Renner vivem um dilema: receita cai, margem aperta com custos fixos. Fundos imobiliários que alugam loja para varejista também sofrem — afinal, aluguel baixo é melhor que loja vazia. É um efeito cascata de consumidor sem grana.