Uma pesquisa inédita realizada com mais de 200 consumidores mostrou que 72,6% gostariam de sair do mercado cativo (aquele em que você tem um distribuidor obrigatório) e ir para o mercado livre de energia. Só que tem um porém: custos do próprio setor elétrico travam essa mudança.
Por que isso importa? Mercado livre permite que consumidor negocie diretamente com gerador ou comercializador de energia, potencialmente pagando menos. É como trocar de fornecedor de internet sem intermediário: você negocia melhor preço. Mas para funcionar em larga escala, precisa de infraestrutura (conexões, sistemas de medição) que hoje encarece a operação.
O levantamento foi feito por operadora de energia e revelou o gap entre vontade (sair) e realidade (dificuldade prática). Gargalos de rede, tarifas de acesso e custos administrativos espantam migrações. É a história clássica de reforma setorial: benefício claro em teoria, mas implementação cara e lenta.
Olhando pra frente, esse é um tema que o governo e agências regulatórias seguem observando. Se custos caem (com modernização, maior concorrência) e barreiras à entrada diminuem, mais gente consegue migrar. Isso mexeria na renda de distribuidoras e geradores, realinhando poder de mercado.
Por enquanto, fica a curiosidade: a demanda latente existe, o sistema não acompanha. Quando isso muda, o setor elétrico respira diferente.