O mercado livre de energia é aquela porta de saída que muita gente sonha abrir: a chance de escolher seu fornecedor e, em teoria, pagar menos. Só que um levantamento inédito feito com mais de 200 consumidores espalhados pelo Brasil revela um detalhe incômodo: 72,6% gostariam de migrar, mas esbarra num problema estrutural do setor.
O vilão da história? Os chamados custos do sistema elétrico, aqueles gastos que mantêm a rede de pé e que continuam caindo na conta de quem está preso à distribuidora. Quando você sai, alguém tem que pagar por isso, e adivinhe só: quem fica arca com um pedaço maior do bolo.
Por que isso importa: É como tentar trocar de operadora de celular e descobrir que você paga uma taxa de encerramento que cancela toda a economia. O setor está numa encruzilhada: de um lado, crescer; do outro, manter a infraestrutura em pé. Enquanto esse nó não desata, a migração em massa continua sendo mais desejo que realidade para a pessoa comum.