As baterias elétricas estão virando moeda corrente no Brasil. Sistemas de armazenamento de energia (conhecidos pela sigla BESS, do inglês) estão voando das prateleiras, alimentados por uma demanda que cresce tanto de consumidores quanto de grandes projetos de infraestrutura.
O fenômeno tem origem em dois movimentos. De um lado, a transição energética global e as metas de sustentabilidade empurram investimento em energia renovável — e renovável sem bateria é como ter carro sem bateria (não sai do lugar). Do outro, o Brasil está finalmente vendo crescer a demanda por armazenamento distributed, seja em residências com painéis solares, seja em projetos industriais.
Por que agora? Preços das baterias caíram significativamente na última década (a tecnologia amadureceu e China massificou a produção). Ao mesmo tempo, o Brasil vê um aumento real de consumidores conscientes que querem energia solar com backup, e o governo sinaliza com leilões para grandes projetos de baterias. Isso cria um ciclo: demanda puxa investimento, investimento cria mercado, mercado aquece preços e retorno para empresas novas e estabelecidas.
Para investidor de renda variável, esse mercado emergente é o tipo de coisa que nasce em radar de analistas como uma "megatendência". Setores de energia renovável, infraestrutura e inovação tecnológica ganham relevância — e com eles, companhias que desenvolvem, fabricam ou distribuem baterias.