A crise de endividamento das famílias brasileiras não é só um número numa planilha do Banco Central — ela está chegando na prateleira da loja. Segundo dados recentes, o Brasil deve deixar de vender aproximadamente três milhões de smartphones em 2026, o que representa uma queda sensível num mercado que normalmente move mais de 35 milhões de unidades por ano.
Mas por que isso importa pro seu bolso? Porque quando o consumidor aperta — paga conta, dívida, juros altos — ele começa a adiar compras que não são emergência. Smartphones entram nessa categoria.
O que está por trás: a combinação de Selic alta (em 13,75% ao ano), inflação teimosa e crédito caro fez muita gente apertar a cinta. Quem estava parcelado virou devedor crônico. Resultado: menos dinheiro no bolso pra renovar telefone.
Essa retração no consumo é sintomática. Se o smartphone — um item que virou quase indispensável — tá caindo, é sinal de que a pressão no orçamento das famílias está mesmo pesada. E com a Selic nesse patamar, não é dia de esperar alívio rápido.