Ray Dalio, o cara que fundou o maior fundo de hedge do mundo e fez carreira prevendo crises, está inquieto. Desta vez, o alvo é a tensão crescente no mercado de Treasuries americanos — os títulos que o mundo inteiro usa como porto seguro — e o risco de uma eclosão de crise da dívida dos EUA.
Seu alerta clássico nessas horas? Ouro. Ou seja, proteção contra moedas fracas e desvalorização real (quando a inflação come o poder de compra). Dalio não está sozinho: em tempos de incerteza fiscal, ouro historicamente atrai investidores que querem guardar valor sem depender de nenhum país.
O motivo por trás: se a dívida dos EUA virar uma crise de confiança (ninguém mais quer comprar Treasuries), a solução do governo americano seria inflacionar a dívida — ou seja, valer menos em termos reais. E quando moedas ficam fracas, ouro sobe (porque custa mais em moeda depreciada). Para o investidor brasileiro, o recado é: em tempos em que até superstar do mercado está buscando proteção, diversificação não é luxo — é base. Quem tem tudo em ativos em reais ou dólar está mais vulnerável a susto.