A SpaceX saiu do papel com um estrondo: US$ 75 bilhões levantados, todos os papéis vendidos, e a empresa de Elon Musk agora com valor de mercado estratosférico. O que parecia ficção científica para a maioria dos investidores brasileiros de repente virou realidade nos portfolios de quem tem exposição a ativos americanos.
Mas essa história tem um lado esquecido: muito dessa grana que foi pra SpaceX veio de universidades e fundos de pensão americanos (os chamados endowments), que vinham apostando nela há anos em rodadas de capital fechado. Agora, com o IPO, esses fundos institucionais ganham liquidez e podem sentar mais tranquilos. Problema? A concentração de risco em poucos gigantes tech segue sendo tema espinhoso.
Na outra ponta, tem gente muito animada (Scott Galloway, guru de análise de negócios, achou que a avaliação não faz muito sentido) e tem gente chutando confete. O ponto é: a SpaceX representa aquela dinâmica de crescimento americano que funciona — mas a qual preço? Quando um único nome chama tanta atenção (e dinheiro), vale lembrar que diversificação segue sendo regra de ouro.