A volta da energia nuclear ao mapa estratégico mundial está trazendo uma conta que poucos esperavam: o urânio, que há anos rodava barato no mercado, está ficando caro de produzir. Mineradoras espalhadas pelo globo sentem no bolso tanto os custos operacionais em alta quanto atrasos em seus projetos de expansão.
Por enquanto, isso é mais uma história internacional — mas importa porque o mercado global de commodities pulsa nos nossos investimentos internacionais e nas expectativas de inflação global. Se o urânio fica mais caro, a energia nuclear fica mais cara, e isso pode refrear a adoção em algumas regiões.
O fenômeno é um lembrete simples: quando uma commodity sai de moda, o preço cai e as mineradoras adiam projetos. Quando volta para o mapa, a oferta não aparece no mesmo ritmo. Leva tempo para expandir uma mina. Por isso, commodities têm ciclos — caem muito e depois disparam quando a demanda retorna antes da oferta se adequar.