Toda renda fixa promete te devolver o dinheiro com juros. A diferença está em como esse juro é calculado. São três jeitos, e cada um se sai melhor num cenário diferente.

Pós-fixado: acompanha a maré. Ele rende um percentual do CDI (que anda com a Selic, lembra da lição passada?). Você não sabe exatamente quanto vai ter no fim, porque depende de pra onde os juros vão, mas sabe que vai acompanhar a economia. Selic sobe, ele rende mais; Selic cai, menos. É o mais previsível no dia a dia. Exemplos comuns são os CDBs e o Tesouro Selic.

Prefixado: trava a taxa hoje. Aqui você fecha uma taxa fixa no momento da aplicação (por exemplo, 12% ao ano), não importa o que a Selic faça depois. A vantagem é que você sabe exatamente quanto vai receber no vencimento. A desvantagem: se os juros subirem depois, você ficou preso numa taxa menor. É uma aposta na sua leitura de pra onde os juros vão.

IPCA+: protege da inflação. Esse paga a inflação (medida pelo IPCA) mais uma taxa fixa por cima. O foco não é render muito no curto prazo, é proteger o poder de compra no longo: aconteça o que acontecer com a inflação, seu dinheiro rende acima dela. Costuma fazer sentido pra objetivos distantes, como a aposentadoria.

Não existe um vencedor fixo. Cada um brilha num momento: o pós quando os juros estão altos, o prefixado quando você acredita que vão cair, o IPCA+ quando o medo é a inflação corroer seu dinheiro lá na frente. Qual entrega mais no bolso depende do prazo e do que acontecer com juros e inflação no período.

O melhor jeito de sentir isso não é decorar, é ver lado a lado. Coloca os três no simulador, com valores e prazos seus, e enxerga com seus próprios olhos qual rende mais líquido em cada situação.