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Selic mantida em 14,25%30 de junho de 2026

A Selic continua lá em cima e a renda fixa agradece, mas nem todo mundo se dá bem

Com juros altos, quem vive de renda fixa lucra, mas quem tem dívida sente no bolso. Entenda o jogo.

Narrado pelo BentoRenda fixa

A taxa básica de juros brasileira segue em 14,25% ao ano, e essa notícia tem dois lados bem diferentes dependendo de onde você está na equação.

Pra quem tem dinheiro parado em renda fixa (CDB, Tesouro Direto, poupança), é festa. Com juros nesse patamar, produtos que pagam taxa flutuante (aqueles ligados ao CDI ou à Selic) entregam remuneração gorda sem você precisar se expor a risco de preço. Imagine R$ 100 mil num CDB atrelado ao CDI: você saca algo próximo aos 14% ao ano.

Mas essa mesma taxa que alegra o poupador é exatamente o que aperta o bolso de quem deve. Crédito pessoal, financiamento de carro, cartão de crédito — tudo fica mais caro. Empresas que vivem de endividamento também entram em aperto, porque refinanciar dívida vira um evento custoso.

O mercado vê sinais mistos por enquanto. A inflação ainda está ali (0,58% em maio), e enquanto não descer com segurança, a tendência é que os juros demorem pra cair. Isso significa que essa realidade de renda fixa rendosa pode durar, mas também significa aperto no crédito por mais tempo.

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