A Selic continua em 14% ao ano, e isso significa que o CDI (a taxa que banca grande parte dos produtos de renda fixa) também sai prejudicado. Quando a Selic é alta, o custo do dinheiro no mercado sobe — e isso afeta tudo que você aplica.
A notícia que poucos percebem é que uma Selic elevada muda a cara das opções de renda fixa. CDBs, Tesouro Direto prefixado e até fundos DI ganham mais atratividade porque estão operando com juros altos. Se você tem dinheiro parado ou saindo de uma aplicação, é bom revisar aonde está alocando.
A pegadinha é que nem tudo sobe junto. Prefixados (aqueles que você já sabe quanto vai ganhar) costumam sofrer quando a taxa está alta, porque o mercado precifica medo de que ela caia depois. Já os pós-fixados (que acompanham o CDI ou a Selic) ganham toda renovação. Entender essa diferença é essencial pra não sair na muvuca.
O ponto de observação: se a Selic começar a cair nos próximos meses (o que alguns já especulam), quem apostou só em pós-fixado altos pode ver o rendimento encolher. Diversificar entre perfis diferentes de renda fixa ajuda a não ficar refém de uma única aposta.