A Selic segue em 13,75% ao ano, mantendo o Brasil com uma das maiores taxas de juros reais (descontado o que a inflação rouba) do planeta. Para quem tem dinheiro em renda fixa pós-fixada, esse cenário ainda é generoso: CDBs, fundos de renda fixa e aplicações atreladas ao CDI (que acompanha de perto a Selic) continuam oferecendo rendimentos robustos.
Mas há um detalhe importante. A inflação medida pelo IPCA mostrou deflação de 0,32% em agosto, ou seja, os preços caíram um pouco. Isso é bom para o bolso do consumidor, mas também libera espaço teórico para o Banco Central começar a pensar em cortes de juros nos próximos meses, conforme a inflação continuar sob controle.
O ponto de observação: quem está recebendo 13,75% ao ano em renda fixa pós-fixada está vivendo um momento raro e custoso para o governo (que paga juros altíssimos). Historicamente, períodos assim não duram para sempre. Acompanhar a inflação e as sinalizações do Copom (comitê de política monetária) ajuda a entender quando pode ser hora de rever posições — especialmente para quem tem prazos longos pela frente.