A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está nos estágios iniciais de planejamento para um leilão de concessão do Aeroporto Santos Dumont, no Rio, marcado para 2027. Depois do sucesso relativo da repactuação do contrato do Galeão no começo do ano, a agência quer aplicar receitas parecidas para atrair players — e a novidade é que está desenhando regras específicas para tentar trazer aéreas estrangeiras à mesa.
O que está em jogo: Santos Dumont é um aeroporto menor, mas estratégico. Fica no coração do Rio, movimenta passageiros de curtas e médias distâncias, e é um ativo de concessão. Para o governo, é receita; para as empresas aéreas e gestoras de infraestrutura, é uma chance de consolidar posição na aviação civil brasileira.
A história de fundo aqui é que o Brasil, depois de anos deixando concessões de infraestrutura dormir, começou a se mexer: Galeão foi repactuado, agora vem Santos Dumont, e há outros aeroportos na fila. Isso sinaliza que o mercado de infraestrutura no Brasil voltou a ser uma área com movimento — para quem acompanha fundos que investem em concessões ou em empresas que operam nesse setor.