A aprovação do Redata (marco legal que desatrelha data centers de restrições regulatórias) acendeu uma luz em startups e gigantes de cloud computing. De repente, montar um data center no Brasil não parece tão burocrático. As empresas estão planejando projetos. A energia? Temos de sobra: o país tem capacidade geradora forte e fontes renováveis que viram moda lá fora.
Mas aí vem o "porém" incômodo: a rede de transmissão de energia — aquela infraestrutura que carrega a eletricidade de quem gera para quem usa — está longe de estar preparada. É tipo ter comida na cozinha, mas as portas da casa não deixam a comida chegar à mesa.
Técnicos e investidores já levantam a bandeira: sem ampliar e modernizar a transmissão, a gente pode ficar com gigantes de data center pedindo energia que o país tem, mas não consegue entregar onde precisa. Isso travaria projetos e causaria gargalos.
Quem investe em energia (ações de empresas do setor elétrico, fundos de infraestrutura) está mapeando isso. A conclusão? Se a transmissão não sair da inércia, o boom dos data centers brasileiro pode ser uma oportunidade que ficou no meio do caminho. É um bom lembrete de que tecnologia é só metade da história; infraestrutura física importa demais.