A arena do Palmeiras conseguiu juntar algo raro: Nubank, BTG Pactual e Itaú na mesma mesa. E não é porque os três viraram amigos do futebol.
Arenas modernas são máquinas de gerar receita: eventos (shows, eventos corporativos), food & beverage, hospitalidade, parcerias de naming rights. Quando feita certo, é um ativo que funciona 200+ dias por ano, com margens interessantes. Os bancos viram esse potencial.
Mas por que três ao mesmo tempo? Porque esse é um projeto grande — rola construção, operação, financiamento de longo prazo. Não é um investimento pequeno. BTG Pactual, com seu histórico de investimentos em infraestrutura e renda fixa, vê valor. Nubank, focado em bens de consumo e entretenimento digital, enxerga sinergia com eventos. Itaú, o maior banco do país, está em tudo.
O fato é sintomático: a indústria de entretenimento e infraestrutura esportiva está na mira de quem tem capital. Enquanto isso, a competição por esse tipo de ativo é cada vez maior — o que significa que termos de retorno estão sendo pressionados para cima.