A seca desses últimos anos ensinou uma lição cara: energia abundante e previsível é um ativo de verdade. Depois de mais de uma década parado, o mercado volta a olhar para hidrelétricas como caminho viável — e até estratégico — para expandir a oferta de eletricidade no país.
Isso não é milagre. É realismo: o Brasil precisa de energia (consumo cresce com economia, mesmo que lenta), as renováveis têm limite de quanto conseguem fazer sozinhas sem infraestrutura adicional, e as hidrelétricas, apesar de dependerem de chuva, oferecem algo que eólicas e solares não dão tão bem: flexibilidade para atender picos de demanda. No contexto de transição energética global, a hidro ganha perfil de ativo estável e com demanda certa.
Para o investidor, isso sinaliza movimentação em um setor que estava parado. Novos projetos atraem capital, geram retornos em longo prazo e costumam estar atrelados a concessões — ou seja, previsibilidade. Não é