A inadimplência no crédito livre bateu 5,2% em julho, o maior patamar desde novembro de 2017. Traduzindo: a cada 100 reais emprestados, mais de 5 não voltam. E não é pouca coisa.
O número reflete um cenário que já vinha piorando: pessoas físicas e jurídicas endividadas, juros altos pressionando o caixa, e o mercado começando a se perguntar se a festa do crédito fácil está chegando ao fim. Quando inadimplência sobe, os bancos apertar os critérios, cobram taxas mais altas e emitem menos crédito — é dominó puro.
Por que importa agora? Porque esse número não aparece no vácuo. Economia desacelerada, inflação grudam na pele, Selic em 14,25% e consumo puxado por endividamento não é receita de estabilidade. Analistas já alertam que isso pode ser o pavio para o próximo susto na bolsa, já que o mercado de ações anda sensível a sinais de recessão.
Não é pânico, mas é o tipo de coisa que merece estar no radar: quando o crédito piora, afeta desde o cartão até a confiança geral no mercado.