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Admissão do governo sobre ciclo de juros altos25 de julho de 2026

Juros altos: o governo admite que chegou na "milha final" — entenda por quê

Durigan reconhece que taxa de juros elevada é o problema mais incômodo do governo. Mercado observa cada passo da tentativa de quebrar esse ciclo.

Narrado pelo BentoRenda fixaAções

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, saiu da sombra essa semana com um recado direto: o governo está na "milha final" de sua agenda econômica. Tradução: reconheceu que ainda há gargalos. E o maior deles? Os juros elevados, que andam rondando 14,25% ao ano (a taxa Selic de referência do Banco Central).

Isso não é novidade para ninguém que acompanha economia. Juros altos corroem o consumo das famílias, aumentam o custo de financiamentos e fazem a dívida pública ficar mais cara de carregar. Para o governo, é um incômodo porque limita gastos e compromete contas públicas.

O pano de fundo aqui é uma realidade desconfortável: o Brasil está preso num ciclo de juros elevados, onde inflação e expectativa de inflação alimentam a necessidade de manter taxas altas. Durigan e o Banco Central (via seu novo presidente, Galípolo) tentam quebrar esse ciclo — um com austeridade fiscal, o outro com credibilidade monetária. Nenhum sozinho consegue.

Mercado fica de olho em cada movimento. Se o governo conseguir demonstrar que controla contas públicas de verdade, a confiança cresce e os juros podem vir para baixo. Se não, fica mais um ano de taxa alta. A "milha final" que Durigan menciona é exatamente isso: a prova de fogo.

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