O IPCA do mês ficou em 0,07%. Traduzindo: os preços literalmente quase não se mexeram em julho. Se você comprou algo e viu o preço subir, não era inflação ainda — era só o supermercado sendo supermercado.
Agora, aqui está a pegadinha: inflação é como uma nuvem que a gente só vê quando fica grande. Os 0,07% de um mês parecem irrelevantes, mas acumulada no ano começam a fazer diferença. É por isso que os investidores não olham só pro número do mês — eles rastreiam a tendência.
Para quem tem dinheiro em ativos indexados à inflação (como IPCA+ ou NTN-B), essa pausa nas subidas de preço é interessante, mas traz uma mensagem: o Banco Central pode estar conseguindo segurar a inflação sem precisar apertar muito mais o parafuso nos juros. Isso é bom pro crédito e pra economia — mas será que dura?
O ponto é esse: com inflação baixa e Selic alta, a renda fixa prefixada fica mais atrativa (porque garante um retorno real maior). Quem tem inflacionários segue seguro, porque protege contra surpresas futuras. Mas ninguém pode ficar dormindo: se a inflação voltar a acelerar, o preço de bonds prefixados cai.